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Quais São os Principais Tributos para Escolas Particulares no Brasil?

A gestão financeira de uma instituição de ensino envolve diversos desafios, e um dos mais relevantes é o cumprimento das obrigações tributárias. 

No Brasil, as escolas particulares estão sujeitas a uma série de tributos que devem ser pagos para manter a regularidade fiscal e evitar problemas com o Fisco. 

Neste artigo, abordaremos os principais tributos para escolas particulares, explicando suas aplicações e formas de recolhimento.

Imposto sobre Serviços (ISS)

O ISS é um imposto municipal que incide sobre a prestação de serviços, incluindo a educação oferecida por escolas particulares. 

Cada município tem autonomia para definir a alíquota do ISS, que geralmente varia entre 2% e 5% sobre o faturamento da instituição.

Como calcular o ISS?

O cálculo do ISS depende do regime tributário da escola:

  • Simples Nacional: o ISS está embutido na guia de pagamento unificada (DAS) e varia conforme a faixa de faturamento.
  • Lucro Presumido ou Lucro Real: a escola precisa calcular e recolher o ISS diretamente para a prefeitura local.

Contribuição para o INSS

A contribuição para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é obrigatória para todas as empresas que possuem empregados. 

A escola particular deve recolher os seguintes valores:

  • 20% sobre a folha de pagamento (patronal)
  • 11% de desconto sobre o salário dos empregados
  • Contribuição ao RAT (Risco Ambiental do Trabalho), que varia de 1% a 3% dependendo da atividade da empresa.

FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)

As escolas particulares também devem recolher 8% do salário bruto de cada funcionário para o FGTS. 

Esse valor não é descontado do empregado, sendo uma obrigação da instituição de ensino.

Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ)

O IRPJ é um tributo federal que incide sobre o lucro das empresas. A forma de cálculo depende do regime tributário adotado:

  • Simples Nacional: embutido na guia do DAS.
  • Lucro Presumido: 15% sobre a parcela de lucro presumido, com adicional de 10% sobre a parcela que ultrapassar R$ 20.000,00 por mês.
  • Lucro Real: 15% sobre o lucro real, com adicional de 10% sobre o lucro que exceder R$ 20.000,00 por mês.

Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)

A CSLL é um tributo que tem função semelhante ao IRPJ e também incide sobre o lucro da instituição de ensino. 

As alíquotas variam conforme o regime de tributação:

  • Simples Nacional: já está embutido no DAS.
  • Lucro Presumido: 9% sobre o lucro presumido.
  • Lucro Real: 9% sobre o lucro real.

PIS e COFINS

Esses são tributos federais que incidem sobre a receita bruta da escola:

  • PIS (Programa de Integração Social): pode variar entre 0,65% (Lucro Presumido) e 1,65% (Lucro Real).
  • COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social): varia entre 3% (Lucro Presumido) e 7,6% (Lucro Real).

No regime do Simples Nacional, essas contribuições estão embutidas na guia do DAS.

ICMS: As Escolas Pagam?

Diferente do ISS, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) não incide sobre serviços educacionais, mas pode ser aplicado na compra e venda de materiais didáticos, uniformes e outros produtos vendidos pela instituição.

Outras Obrigações Tributárias

Além dos principais tributos para escolas particulares, existem outras obrigações acessórias que precisam ser cumpridas:

  • DIRF (Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte): informações sobre valores retidos de IR, PIS, COFINS e CSLL.
  • DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais): reporta os tributos federais pagos.
  • SPED Contábil e Fiscal: registros digitais das movimentações financeiras e tributação.

Como escolher o melhor Regime Tributário para Escolas Particulares?

A escolha do regime tributário influencia diretamente os valores a serem pagos. As opções disponíveis são:

  • Simples Nacional: mais indicado para escolas com faturamento anual até R$ 4,8 milhões, pois simplifica a arrecadação e reduz a carga tributária.
  • Lucro Presumido: pode ser vantajoso para escolas com margem de lucro elevada e faturamento superior ao limite do Simples Nacional.
  • Lucro Real: ideal para escolas com margens de lucro reduzidas ou que possuam muitos custos dedutíveis.

A análise detalhada da situação financeira da escola é essencial para definir qual opção é mais vantajosa.

Leia também: Planejamento Tributário para Escolas Particulares: Economize com Estratégias Inteligentes 

Conclusão

Compreender os tributos para escolas particulares é fundamental para manter a regularidade fiscal e otimizar os custos da instituição de ensino. 

A gestão tributária eficiente pode contribuir para a saúde financeira da escola, garantindo sua sustentabilidade a longo prazo.

Para evitar complicações, contar com um contador especializado em tributação educacional é uma estratégia recomendada. 

Dessa forma, é possível reduzir custos, evitar multas e manter a escola dentro da legalidade.

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